O Will Bank faliu após o Banco Central do Brasil decretar a liquidação extrajudicial da instituição, encerrando definitivamente as operações do banco digital no país. A decisão confirma que o banco não tinha mais condições financeiras de continuar funcionando.
De acordo com o Banco Central, o Will Bank apresentava insolvência, ou seja, não conseguia pagar suas dívidas, além de problemas graves na gestão financeira. Com isso, a autoridade monetária determinou o fechamento do banco e sua retirada do sistema financeiro nacional.
Cartões pararam e contas foram bloqueadas
Com a falência, todas as operações do Will Bank foram interrompidas imediatamente. Clientes relataram que cartões deixaram de funcionar, transferências foram suspensas e o aplicativo apresentou instabilidade ou bloqueio total.
Um dos fatores que acelerou a falência foi a suspensão dos serviços pela bandeira Mastercard, após o banco deixar de cumprir obrigações contratuais. Sem os cartões operando, a situação se tornou irreversível.
Banco já vinha enfrentando crise
O Will Bank era ligado ao Banco Master, que já havia sido alvo de medidas do Banco Central meses antes. Desde então, o banco digital operava sob monitoramento, tentando encontrar uma solução para continuar ativo, o que não aconteceu.
Sem investidores, sem capital suficiente e com dívidas acumuladas, o banco acabou quebrando oficialmente.
Clientes poderão receber dinheiro pelo FGC
Clientes que tinham dinheiro no Will Bank poderão buscar ressarcimento por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre valores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme as regras do fundo.
O pagamento, porém, não é imediato. O processo depende da organização da massa falida e da confirmação dos valores de cada cliente.
Dívidas continuam valendo
Apesar da falência, dívidas como fatura de cartão de crédito e empréstimos continuam existindo e poderão ser cobradas por administradores da massa falida ou por instituições que assumirem esses créditos.
Falência reacende alerta sobre bancos digitais
A falência do Will Bank reacende o debate sobre a segurança e a fiscalização de bancos digitais no Brasil, especialmente os que operam com estrutura financeira frágil.
O Banco Central informou que seguirá acompanhando o caso para garantir o cumprimento das regras e a proteção dos clientes.
DIGITAL NEWS MT




