Uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) revelou um cenário alarmante na unidade da processadora de alimentos MBRF em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá).
A empresa é alvo de uma ação civil pública que aponta que 77 funcionárias sofreram abortos espontâneos entre os anos de 2019 e 2025. O órgão acusa a companhia de não proteger gestantes expostas a fatores de risco, especialmente o ruído excessivo nas linhas de produção.
Os dados, revelados em documentos judiciais obtidos pela agência Reuters, detalham que além dos abortos, houve 113 casos de partos prematuros e 67 gestações colocadas em risco diretamente por condições da planta industrial no mesmo período.
O MPT pede uma indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos e a remoção imediata de todas as grávidas das áreas consideradas perigosas.
REPORTER MT



