A Polícia Civil investiga a possível existência de mais vítimas do investigador Manoel Batista da Silva, 52, preso no último domingo (1º) por suspeita de estuprar uma detenta dentro da delegacia de Sorriso (420 km ao Norte). Após a prisão do servidor, mulheres disseram informalmente terem sido atacadas por ele, mas os relatos serão apurados.
De acordo com o delegado Bruno França, titular da delegacia de Sorriso, há relatos de que outras mulheres teriam procurado veículos de comunicação para denunciar situações semelhantes envolvendo o investigador, o que motivou a abertura de novas diligências.
“A imprensa nos informou que foi procurada por possíveis novas vítimas. Diante disso, determinei que a doutora Layssa Crisostomo faça uma força-tarefa para averiguar a existência ou não dessas denúncias. Também solicitamos que, caso essas pessoas procurem a imprensa, sejam orientadas a comparecer à delegacia para podermos apurar os fatos”, afirmou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, até o momento não há confirmação oficial de novas vítimas, mas as informações estão sendo verificadas.
No caso que resultou na prisão do servidor, a vítima passou por exames periciais que confirmaram a presença de material genético de Manoel Batista da Silva em seu corpo. Com base no laudo, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça.
Após a decisão judicial, uma equipe policial cumpriu o mandado na residência do investigador, no bairro Jardim Aurora, em Sorriso. Na ocasião, também foram recolhidos os pertences funcionais do servidor, incluindo arma de fogo e munições.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda o recebimento dos autos do inquérito policial para a adoção das medidas administrativas cabíveis, incluindo o Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
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