A reunião realizada na noite desta segunda-feira (25), na quadra da Escola Estadual José Aparecido Ribeiro, em Nova Mutum, terminou em tumulto, revolta e sem consenso entre comunidade escolar e autoridades da educação. O encontro reuniu mais de 700 pessoas e teve como objetivo explicar o processo de migração imediata dos alunos dos 6º anos da rede municipal para a rede estadual ainda neste ano letivo.
A proposta foi apresentada pelo diretor da DRE de Diamantino, Luis Henrique Dutra Trentin, que detalhou o chamado reordenamento escolar e defendeu que o Estado está preparado para receber os estudantes. Porém, a reação dos pais foi marcada por indignação, preocupação e críticas à rapidez da mudança.
Diante do clima de tensão e da insatisfação generalizada, a reunião acabou sendo encerrada sem definição e sem que todas as dúvidas fossem esclarecidas.
Mesmo diante da forte resistência, Luis Henrique afirmou que a transição continuará acontecendo.
“Essa mudança é gradativa e ela vai acabar acontecendo em todos os municípios. A gente entende a preocupação dos pais, mas precisamos iniciar esse processo”, afirmou.
Segundo ele, o objetivo é fazer com que todas as escolas estaduais atendam alunos do 6º ano ao 3º ano do Ensino Médio, permitindo que os estudantes estudem próximos de onde moram.
O representante da DRE destacou ainda que as escolas estaduais de Nova Mutum são cívico-militares e possuem estrutura preparada para acolher os novos estudantes.
“As nossas escolas estão preparadas. Temos monitoramento, acolhimento, acompanhamento no recreio e um sistema estruturado de ponta”, disse.
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