A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, em 2017, durante um acidente aéreo em Paraty (RJ), voltou a ser lembrada após o cancelamento de um voo que transportava autoridades nesta semana.
Zavascki era o relator da Operação Lava Jato no STF e morreu em um momento decisivo da maior investigação de corrupção da história do país, poucos dias antes de homologar delações que poderiam atingir políticos de alto escalão. A queda da aeronave gerou forte comoção e levantou questionamentos na época, embora as investigações oficiais tenham apontado causas técnicas.
Nesta quinta-feira (19), um novo episódio envolvendo autoridades reacendeu o debate. Um voo da LATAM Airlines que sairia de Brasília para o Rio de Janeiro foi cancelado após o piloto identificar uma falha mecânica.
Entre os passageiros estavam os ministros do STF, André Mendonça e Luiz Fux. O embarque foi interrompido e os ocupantes precisaram ser realocados para outras aeronaves.
Apesar do susto, os ministros seguiram viagem separadamente e chegaram ao destino sem intercorrências.
O episódio, embora sem consequências graves, traz à memória casos anteriores em que figuras centrais do cenário político e jurídico brasileiro estavam envolvidas em voos que terminaram em tragédia. A coincidência reacende discussões sobre segurança aérea e o impacto que eventos desse tipo podem ter no andamento de decisões importantes no país.
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