Uma prestadora de serviços entrou na Justiça pedindo indenização de R$ 65 mil por danos morais, alegando ter sido submetida a condições análogas à escravidão durante a realização de uma pesquisa de campo que, segundo ela, foi encomendada pela equipe do senador Carlos Fávaro (PSD).
A ação foi protocolada no dia 26 de junho por Patrícia Cristina da Silva. Na petição, ela afirma que trabalhou em bairros periféricos de Cuiabá, como Pedra 90 e Tijucal, aplicando questionários de pesquisa.
Segundo a autora, o contrato previa pagamento fixo de R$ 1.850 pelos serviços, mas, durante a execução do trabalho, a forma de remuneração teria sido alterada para pagamento por produtividade, condicionado à comprovação das entrevistas realizadas.
Patrícia também relata que os trabalhadores não receberam água potável, mesmo atuando durante o dia sob altas temperaturas. Além disso, afirma que havia controle considerado excessivo, com exigência de envio de fotografias das residências visitadas por meio do WhatsApp.
De acordo com a ação, ela realizou 499 entrevistas, mas sustenta que parte do serviço não foi remunerada.
A petição também afirma que o serviço de pesquisa não consta na prestação de contas do senador Carlos Fávaro apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O caso será analisado pela Justiça. Até o momento, não houve manifestação pública do senador ou de sua equipe sobre as alegações apresentadas no processo.
WISLEI SANTOS




