Nova Mutum, 17 de Julho de 2026

PUBLICIDADE

Mulher diz ter trabalhado sem água e processa equipe de Carlos Fávaro por ‘regime de escravidão’

Foto: Reprodução

Uma prestadora de serviços entrou na Justiça pedindo indenização de R$ 65 mil por danos morais, alegando ter sido submetida a condições análogas à escravidão durante a realização de uma pesquisa de campo que, segundo ela, foi encomendada pela equipe do senador Carlos Fávaro (PSD).

A ação foi protocolada no dia 26 de junho por Patrícia Cristina da Silva. Na petição, ela afirma que trabalhou em bairros periféricos de Cuiabá, como Pedra 90 e Tijucal, aplicando questionários de pesquisa.

Segundo a autora, o contrato previa pagamento fixo de R$ 1.850 pelos serviços, mas, durante a execução do trabalho, a forma de remuneração teria sido alterada para pagamento por produtividade, condicionado à comprovação das entrevistas realizadas.

Patrícia também relata que os trabalhadores não receberam água potável, mesmo atuando durante o dia sob altas temperaturas. Além disso, afirma que havia controle considerado excessivo, com exigência de envio de fotografias das residências visitadas por meio do WhatsApp.

De acordo com a ação, ela realizou 499 entrevistas, mas sustenta que parte do serviço não foi remunerada.

A petição também afirma que o serviço de pesquisa não consta na prestação de contas do senador Carlos Fávaro apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O caso será analisado pela Justiça. Até o momento, não houve manifestação pública do senador ou de sua equipe sobre as alegações apresentadas no processo.

WISLEI SANTOS

ENTRE EM NOSSO GRUPO DO WHATSAPP  E RECEBA INFORMAÇÕES EM TEMPO REAL (CLIQUE AQUI)

CURTA NOSSAS REDES SOCIAIS FACEBOOK | INSTAGRAM

COMPARTILHE

VEJA TAMBÉM