O corpo localizado em uma cova rasa em uma região de mata no bairro Santa Maria I, em Várzea Grande/MT, na tarde de sexta-feira (19), foi oficialmente identificado pelas autoridades. Trata-se de William Wellington Marques de Pinho, de 29 anos, que estava desaparecido desde o último dia 8 de junho.
A gravidade do cenário chocou as equipes policiais envolvidas no resgate. De acordo com o delegado André Renato Gonçalves, que esteve à frente do atendimento inicial da ocorrência, a vítima foi cruelmente esquartejada. Durante a varredura na cena do crime, a cabeça de William foi encontrada pelas equipes, porém o tórax e um dos braços não foram localizados no perímetro.
“O corpo estava cortado em várias partes. O tórax não foi localizado e um dos braços também não foi localizado”, detalhou o delegado responsável.
A localização do cadáver ocorreu após o recebimento de denúncias anônimas feitas por moradores locais à Guarda Municipal. Conforme o relato fornecido pelo guarda municipal Dos Santos, as viaturas se deslocaram até uma área isolada, de geografia acidentada e próxima a um ponto clandestino de descarte de entulho.
Ao entrarem na mata, os agentes identificaram sinais recentes de terra remexida. Ao escavarem o ponto suspeito, os guardas confirmaram a presença dos restos mortais. Um detalhe que chamou a atenção dos agentes é que parte do corpo havia sido enterrada na posição de cabeça para baixo.
Diante da complexidade do caso, o local foi imediatamente isolado para preservar possíveis evidências. A ocorrência mobilizou uma força-tarefa composta por equipes da Polícia Civil, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), do Instituto Médico Legal (ML), do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
Avaliações preliminares da equipe de investigação sugerem que o corpo não havia sido deixado no local há muito tempo, contudo, o tempo exato e a causa clínica da morte só serão estabelecidos de forma oficial após a conclusão dos laudos dos exames periciais.
Após os trabalhos de campo, os restos mortais foram recolhidos pela equipe do IML e, posteriormente, liberados aos familiares para a realização dos atos fúnebres. O caso foi repassado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz as investigações. Até o momento, nenhum suspeito da autoria do crime foi identificado ou preso.
DA REDAÇÃO




