O presidente do STF, Edson Fachin, tirou do ministro André Mendonça a relatoria do processo que pode abrir uma investigação contra Alexandre de Moraes. A decisão saiu na noite deste sábado (12), três dias antes da sessão que vai julgar o caso.
No mesmo despacho, Fachin mandou para a Presidência da Corte as petições do Banco Master e das fraudes no INSS, que também estavam com Mendonça. Os dois processos ficam parados até nova decisão. Com isso, as três frentes que alimentaram a crise dentro do Supremo passaram a ser conduzidas pela Presidência de uma só vez.
A ordem de Fachin veio minutos depois de Mendonça enviar os autos para a Presidência, cumprindo uma determinação anterior de que qualquer procedimento sobre ministros do STF fosse encaminhado antes ao presidente da Corte. No sábado, Fachin também deu 24 horas para a Polícia Federal informar onde está e em que estado se encontra o material extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido em 2025.
A crise começou em 1º de setembro, quando Mendonça tirou o sigilo de um relatório da PF com mensagens entre Moraes e Vorcaro. Na terça-feira (15), às 10h, o plenário decide se abre inquérito formal contra Moraes ou arquiva o caso. É a primeira vez na história que o Supremo se reúne para deliberar sobre investigar um dos próprios ministros.
REDAÇÃO/ DIGITAL NEWS MT




